Órgãos julgadores especializados em direito privado apresentam dados do primeiro semestre




01/07/2022 12:50
01/07/2022 12:50
30/06/2022 19:02


Os órgãos julgadores do Superior Tribunal de Justiça (STJ) especializados em direito privado divulgaram os números referentes ao primeiro semestre de 2022. Os colegiados mantiveram produtividade elevada, mesmo com as adaptações necessárias em razão da pandemia da Covid-19.

Segunda Seção

A Segunda Seção recebeu 1.758 processos e baixou 1.980. Nos seis primeiros meses, o total de julgamentos foi de 3.195, sendo 2.509 de forma monocrática e outros 686 em sessão.

O presidente do colegiado, ministro Antonio Carlos Ferreira, ressaltou os resultados expressivos alcançados pela seção ao longo do semestre, com destaque para os quatro temas repetitivos julgados no período, que facilitam a solução de casos semelhantes em todo o país. “Parabenizo os ministros pelo excelente trabalho em prol da cidadania”, afirmou.

Terceira Turma

Os ministros da Terceira Turma receberam 14.659 processos no primeiro semestre e baixaram 17.277, redução de mais de 2.600 no acervo. Foram 25.966 processos julgados, sendo 17.338 de forma monocrática e 8.628 em sessão.

Integram o colegiado a ministra Nancy Andrighi e os ministros Paulo de Tarso Sanseverino, Ricardo Villas Bôas Cueva (presidente), Marco Aurélio Bellizze e Moura Ribeiro.

Quarta Turma

Na Quarta Turma, 14.693 processos foram distribuídos e outros 21.408, baixados no período – uma redução de mais de 6.700 no estoque processual do colegiado. O número total de julgamentos foi de 30.312, sendo 19.597 de forma monocrática e 10.715 em sessão.

Para o presidente da Quarta Turma, ministro Luis Felipe Salomão, as estatísticas expressam “o grande trabalho que o colegiado desenvolveu prestando jurisdição, desincumbindo-se da tarefa de fazer frente ao elevado volume de processos, ao mesmo tempo em que mantém a qualidade dos julgados”. 

Os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira e Marco Buzzi também fazem parte da turma julgadora.


Fonte: STJ

STJ - Superior Tribunal de Justiça

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