Em sessão especial no Plenário do Senado em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down, nesta quinta-feira (21), o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um relato emocionado sobre a experiência do seu irmão, José Eduardo, de 54 anos, que tem a síndrome. “Nos anos 50, minha mãe tentou matriculá-lo nas escolas de Marília e todas negaram, incluindo as particulares. Não se aceitava que ele fosse alfabetizado”, afirmou.

Toffoli lembrou que a primeira vez que seu irmão escreveu seu nome foi durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em outubro de 2009, quando foi aprovado para integrar o STF.

“Ele estava acompanhando a sabatina e mandou um bilhete com o nome dele e da nossa mãe, Sebastiana. A partir daquele momento, eu não tive dúvida de que seria aprovado e que eu ia honrar o José Eduardo no Supremo Tribunal Federal. É capacidade, não capacitismo. Todos nós temos capacidades e deficiências. Aprendo muito com o José Eduardo até hoje”, apontou.

Evolução

O ministro lembrou que, há 19 anos, participou, junto com o irmão, na Câmara dos Deputados, da primeira comemoração do Dia Internacional da Síndrome de Down. Na sessão do Senado desta quinta-feira, várias pessoas com a síndrome ocuparam os lugares de senadores no Plenário. “Evoluímos muito. É uma alegria ver vocês no Plenário do Senado pedindo a palavra, falando de suas experiências, do seu dia a dia e de suas vivências”, apontou.

A sessão especial foi proposta pelo senador Romário (PL-RJ), que tem uma filha com a síndrome. A intenção da data é conscientizar a população sobre questões fundamentais relacionadas à inclusão das pessoas com Down e combater o capacitismo (discriminação contra pessoas com deficiência) na sociedade. 

RP/AL

Com informações do STF

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